‘Vejo no método de Jesus um cumprimento, não uma abolição das leis do Antigo Testamento. Deus tinha “santificado” a criação separando o sagrado do profano, o puro do impuro. Jesus não anulou o principio santificador; antes, mudou sua fonte. Nós mesmos podemos ser agentes da santidade de Deus, pois ele habita em nós. No meio de um mundo impuro podemos passear, como Jesus, buscando meios de sermos uma fonte de santidade. Para nós, os doentes e os aleijados não são áreas de perigo de contaminação, mas receptores em potencial da misericórdia divina. Somos chamados para entender essa misericórdia, para ser os anunciadores da graça, não para evitar o contágio. Assim como Jesus, podemos ajudar o “impuro” a se purificar. [...] Nos dias de hoje, quando o tribalismo espalha massacres na África, quando as nações redesenham fronteiras baseadas em antecedentes étnicos, quando o racismo nos Estados Unidos zomba dos grandes ideais de nossa nação, quando as minorias e os grupos separatistas tramam pelos seus direitos, não conheço mensagem mais poderosa do evangelho do que esta: a mensagem que matou Jesus. Os muros que nos separavam uns dos outros e de Deus foram demolidos. Somos todos ”esquisitos”, mas Deus nos ama mesmo assim.”

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